Cuiabá 23/04/2019
Busca:  
 Home
 Últimas Notícias
 Cidades
 Política
 Esporte
 Polícia
 Meio Ambiente
 Turismo
 Agronegócio
 Mundo
 Artigos
 Aúdio e Video
 Galeria de Fotos
 Quem Somos
 Fale Conosco
Tunel do Tempo
 
Aquecido "Triângulo da Lavagem"

 Denuncias
 Enquete


Cidades
Cidade Verde: Estudo aponta que Cuiabá perdeu 17% de área verde em 30 anos

Estudo faz alerta à população sobre ritmo de desmatamento; ocupação desordenada da cidade é a causa


 

Nos últimos 30 anos, Cuiabá perdeu, com relação a vegetação nativa, o equivalente a 714 vezes a área do Parque Estadual Mãe Bonifácia, no Bairro Duque de Caxias.

 

Uma pesquisa produzida pelo Instituto Centro de Vida (ICV) aponta que nas últimas três décadas, 55.763 hectares de vegetação nativa foram desmatados em razão de obras e atividades agropecuárias - isso quer dizer que a Capital perdeu o equivalente a 17% das áreas verdes de seu território.

 

De acordo com o coordenador de geotecnologia do ICV, Vinícius Silgueiro, o levantamento de dados também lança um alerta à população cuiabana.

 

Caso o ritmo de abertura de novas áreas dentro e fora do perímetro urbano siga da mesma forma, restará pouco da “cidade verde”, alcunha dada à Cuiabá.

 

“O que chama atenção é pensar no futuro, por exemplo nos próximos quatro anos: que Cuiabá encontraremos? Uma ‘cidade verde’ ou uma ‘cidade cinza’?”, questionou.

 

Silgueiro explicou que, para concluir o estudo, a equipe do ICV precisou realizar um recorte dos últimos 30 anos da Capital de Mato Grosso, entre 1988 e 2017.

 

O que chama atenção é pensar no futuro, por exemplo nos próximos quatro anos: que Cuiabá encontraremos? Uma ‘cidade verde’ ou uma ‘cidade cinza’?

A pesquisa apontou que, em apenas 10% do período histórico de Cuiabá, a perda da vegetação nativa fica evidente através das imagens de satélite, deixando evidente o grande desafio do município para o aniversário de 400 anos.

 

“Observamos algumas regiões onde o impacto foi mais expressivo, como por exemplo na Avenida das Torres, em Cuiabá. A obra proporcionou loteamentos regulares e irregulares, dentro destes, observamos a grande avanço em Áreas de Preservação Permanentes, além de córregos e rios”, explicou.

 

O montante de área desmatada equivale, ainda, a duas vezes e meia a extensão da zona urbana de Cuiabá, que soma 24.412 hectares².

 

“O resultado que encontramos foi de 55 mil hectares perdidos, ou seja, convertidos para outro uso, principalmente relacionado ao setor agropecuário”, avaliou.

 

Demanda habitacional

 

O estudo também mostrou, através das imagens de satélite, o modo como a dinâmica de expansão urbana impactou a vegetação nativa no entorno, como no caso de bairros extremamente povoados como Morada do Ouro, Jardim Vitória e Jardim Florianópolis.

 

Segundo o estudo, dados da prefeitura apontam que há 115 bairros legalmente reconhecidos no perímetro urbano. Neles, mais de 40% das localidades são consideradas como “assentamentos informais”.

 

A perda de vegetação é sentida por todo cuiabano na questão climática. O fenômeno das ilhas de calor é muito conhecido. A perda de vegetação só acentua esse processo

"É um universo de mais de 120 mil lotes sem documentação, abertos e ocupados sem planejamento algum, com graves consequências sociais, ambientais e para a administração pública", diz trecho do estudo.

 

Conforme o relatório, tal avanço teria comprometido áreas de grande valor ambiental, como as nascentes do Córrego do Barbado, por exemplo. Além de ameaçar áreas já protegidas, como a do Parque Estadual Massairo Okamura, que sofre com a poluição e constante registro de queimadas.

 

Vinícius explicou que as consequências dessa ocupação desordenada podem ser “sentidas na pele” pelos cuiabanos.

 

“A perda de vegetação é sentida por todo cuiabano na questão climática. O fenômeno das ilhas de calor é muito conhecido. A perda de vegetação só acentua esse processo”, apontou.

 

Além de interferir no microclima urbano, o processo também causa impactos que ameaçam o abastecimento de água da cidade, segundo o estudo.

 

"Levantamentos realizados pelo Ministério Público Estadual, por meio do premiado projeto Água para o Futuro, revelam que este avanço se deu, em grande medida, sobre Áreas de Preservação Permanente (APP): a maior parte das 180 nascentes identificadas pelo projeto na zona urbana está parcial ou totalmente degradada", ressalta o relatório.

 

Confira AQUI a íntegra do levantamento feito pelo ICV.

 

Autor: Midia News - BRUNA BARBOSA DA REDAÇÃO
Data: 09/04/2019
Noticias da Sessão: Cidades
» Motorista é multado após vídeo de agentes de trânsito circulando em carro com pneu furado em Cuiabá
» Prefeito diz que governo e Ministério da Saúde devem ajudar a Santa Casa porque 70% dos pacientes são do interior de MT
» Ministro anuncia repasse de R$ 48 milhões para custeio do novo Hospital Municipal de Cuiabá
» templos de fé: Incêndio em Notre-Dame acende cuidados em igrejas de Mato Grosso
» Santa Casa fechada: Prefeitura afirma que pacientes continuam recebendo atendimento
» Obra histórica: Fechado há 4 anos, Museu do Rio passa por reestruturação
» Bonança: Lucro de empresa de Maggi cresce 50% e chega a R$ 808 milhões
» Nível de rio sobe após intensas chuvas e moradores ribeirinhos enfrentam alagamento em MT
» Governo deve prever para 2020 salário mínimo corrigido pela inflação, mas sem aumento real
» Sonho realizado: Cuiabano de 18 anos é aprovado em sete universidades nos EUA
» BR-163: Ônibus de Secretaria de Saúde com 19 passageiros capota
» Cidade Verde: Estudo aponta que Cuiabá perdeu 17% de área verde em 30 anos
» CPTEC emite alerta de tempestade e vendaval em Cuiabá e mais 87 municípios; veja lista
» Caos Financeiro: AL poderá destinar recursos para ajudar a Santa Casa
» Novo hospital municipal de Cuiabá não terá gestão 'portas abertas' a pacientes do interior
 
Tempo
 
Copyright © 2008 Todos os direitos reservados ao NavegadorMT.