Cuiabá 17/12/2018
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Foco no mandato: "Estou vivendo cada segundo; não movo uma palha pela reeleição"

Emanuel fala em alternância de poder e diz não pensar, por ora, em um novo mandato


 

Prestes a completar dois anos de gestão, o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB) desconversa quando o assunto é reeleição.

 

Despachando da obra do novo Pronto-Socorro, onde montou seu gabinete, ele afirma que está focado no mandato: "Estou vivendo cada segundo deste mandato, sem a mínima preocupação com a reeleição. Nem lembro que vai ter a reeleição. Não movo uma palha pela reeleição."

 

Em conversa com o MidiaNews, nesta semana, Emanuel fez um balanço de sua gestão, falou sobre a vitória de Mauro Mendes (DEM) e avaliou a gestão de Pedro Taques (PSDB) - que, para ele, deve continuar na vida pública.

 

O prefeito também falou sobre suas principais ações e do impacto do chamado Escândalo do Paletó, quando foi flagrado pegando maços de dinheiro no Palácio Paiaguás, ainda na gestão de Silval Barbosa. 

 

"Eu tenho a convicção, e vou provar, que não tenho nada a ver com esse mar de lama que colocaram meu nome", disse.

 

Leia os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – O senhor tem negado que será candidato à reeleição, até para não antecipar o processo, o que é comum na política. Mas essa possibilidade é natural. O senhor será candidato?

 

Emanuel Pinheiro – Todo chefe de Executivo que está no cargo é um candidato natural à reeleição, mas eu não penso isso. Se fosse para dar uma resposta hoje, diria que não seria, porque sou a favor da alternância de poder, de se debater novos quadros a cada quatro anos. Então, sempre pensei assim. Sempre fui contra o princípio da reeleição, porque defendo a alternância de poder. E falava muito isso nas aulas como professor de Direito Constitucional.

 

E eu estou tão envolvido, tão apaixonado, tão em lua de mel com o mandato, que não quero perder um dia desse mandato. Se dependesse da minha esposa, era só um abraço, passo a faixa e não dou nem entrevista. Meu único objetivo, e te falo isso de corpo e alma, é ser lembrado como um dos maiores prefeitos da História de Cuiabá. Esse é meu desejo. Meu sonho era ser prefeito e achava que não seria mais.

 

Fico vendo as pessoas brigando e falando: podem preparar [o sucessor]. É natural que o partido lance fulano, beltrano e ciclano. Eu já sou [prefeito]. Sou um homem realizado de poder ser o prefeito da minha cidade nos 300 anos. Quando em minha vida iria imaginar isso? Achava que Deus já tinha me tirado essa possibilidade de ser prefeito da minha cidade. Então, nesse ponto, estou longe desses debates. Estou vivendo cada segundo deste mandato, sem a mínima preocupação com a reeleição. Nem lembro que vai ter a reeleição. Não movo uma palha pela reeleição. Tudo o que faço é pensando em melhorar Cuiabá, a vida das pessoas.

 

 

MidiaNews – Como os políticos dizem: "Mas, lá na frente, se a população desejar...".

 

Emanuel Pinheiro – Eu, sinceramente, não penso nisso. Vejo companheiros falando... Até por conta das experiências. O segundo mandato tem que ser muito bem avaliado. Assim que Fernando Henrique Cardoso lançou em 1997 o instituto da reeleição, naquele primeiro momento era bom, era um ponto favorável, mas com o tempo passou a ser um tiro no pé.

 

MidiaNews – Isso é relativo, depende do gestor.

 

Emanuel Pinheiro – Concordo que é relativo, mas acho que a reeleição quebra um dos princípios da democracia, que é a alternância de poder. Você pode não querer usar a máquina, mas o grupo pode usar, a tentação de usar... Você pode acabar gerando muitos problemas. A menos que renuncie ao cargo, como [o ex-governador de São Paulo] Mario Covas fez. Mas acho que é um descompromisso com a população. Eu fiz um compromisso para quatro anos de mandato. Quando eu sou provocado a pensar, como estou sendo agora, começo a sopesar isso tudo. Então, prefiro pensar o que sinto hoje, que é a resposta mais verdadeira: não penso, não estou preocupado, já sou prefeito e sou o homem mais feliz, mais realizado na vida pública. E não penso em reeleição, se tiver que pensar, estou inclinado a não ser candidato.

 

O futuro a Deus pertence. Se eu, de forma desarmada, fizer um grande trabalho, continuar trabalhando, trabalhando, tudo é um processo natural. Desde que fui eleito vereador, na idade do Emanuelzinho, há 30 anos, eu queria ser prefeito aos 35, governador aos 40 e presidente da República aos 50 anos. Eu achava que era o cara e que o mundo girava em torno de mim.

 

Aí, coloquei a cara e ganhei, com 27 fui reeleito, sendo o mais votado. Com 29 anos, fui eleito deputado. Com 33 anos, fui reeleito com uma grande votação. Achei que era o cara. Saí a prefeito contra o [Roberto] França e tomei uma saraivada, fiquei em último lugar, com 3% dos votos. Eu tinha colocado na cabeça que tinha que ser prefeito de Cuiabá. E toda eleição eu colocava meu nome de alguma forma, mesmo quando estava sem mandato. Tentei de todo jeito, mas de alguma forma eu era preterido. Quando consegui ser, que atropelei meio mundo, foi um fiasco, me abandonaram e eu fui o último. Eu que ajudei o França a ganhar no primeiro turno, pela péssima votação que fiz. Depois, larguei. Fui reeleito deputado em 2014 e quis ser presidente da Assembleia, porque em 2017 faria 50 anos que o meu pai foi presidente. E eu sou muito ligado a datas. E dia 1º de fevereiro de 2017, quando tomaria posse o próximo presidente, completaria 50 anos que meu pai foi presidente. E coloquei na cabeça que queria ser presidente. E me preparei. Larguei a Prefeitura de Cuiabá, estava na mão de Deus se seria Mauro Mendes ou outro, porque eu não seria. Virei prefeito de Cuiabá.

 

 

MidiaNews – Acha que é destino?

 

Emanuel Pinheiro – Destino. Apesar de Antônio Carlos Magalhães ter dito que prefeito e governador eram trabalho, e presidente da República era destino. Mas acredito que comigo foi destino. Porque eu larguei. Todas as eleições eu trabalhava para ser, mas não dava certo. Essa eu tinha largado de mão. Sempre falo para o Emanuelzinho que na idade dele eu trabalhava já pensando nas próximas eleições, eu não vivia o mandato. Hoje, os ensinamentos da vida e esse episódio me ensinaram a me dedicar de corpo e alma àquilo que você conquistou. Deixa que o resto seja consequência natural. Se eu fizer um grande trabalho, será uma consequência natural.

 

Primeiro, acredito que Cuiabá precisa criar um conceito de dar sequência a boas obras dos gestores. Você não tem o direito de parar aquela obra porque foi o outro que começou

MidiaNews – O senhor assumiu a Prefeitura após uma gestão bem-sucedida de Mauro Mendes, segundo a opinião pública, com vários projetos que se mostraram corretos e que o senhor está dando continuidade. Houve algumas trocas de farpas no período eleitoral. Qual sua expectativa em relação à gestão dele no Governo, em especial em relação a Cuiabá?

 

Emanuel Pinheiro – Primeiro, acredito que Cuiabá precisa criar um conceito de dar sequência a boas obras dos gestores. Você não tem o direito de parar aquela obra porque foi o outro que começou. Então, acho que isso já vinha seguindo, principalmente do Chico [Galindo] para cá. O [Roberto] França com o Wilson Santos foi mais ou menos, mas o Chico manteve e melhorou, o Mauro com o Chico e eu com o Mauro. Isso não é nenhum demérito. Não é ruim pegar aquilo que está dando certo e melhorar, ampliar, é o bem-estar da população, bom para cidade e você se valoriza. Que bom que os últimos gestores se nivelaram por cima. Um padrão de aprovação de 70% para cima não é bom para a cidade, independente de quem é o gestor? Então, é ótimo que seja dessa forma.

 

E nesta linha, eu só posso ter a melhor das perspectivas com o Mauro Mendes, porque ele foi prefeito de Cuiabá. Ele conhece a cidade, os problemas, sabe o dia a dia da gestão pública, conhece as dificuldades da gestão. Tenho uma expectativa altamente positiva, uma relação institucional para melhorar a nossa cidade, a vida das pessoas, fazer grandes parcerias por Cuiabá. O que depender de mim, nesse sentido, vou fazer e já estou fazendo, só estou dando um tempo para ele. Um grupo de prefeitos até me ligou e me convidou para ir lá sentar com o governador. Eu falei: “Deixa o homem, ele está levantando agora a realidade do Estado, agora que está ficando mais íntimo da realidade do Estado. Só vai ter o conhecimento de fato quando sentar lá. Dá um tempo para ele”.

 

MidiaNews – Vocês conversaram após a eleição?

 

Emanuel Pinheiro – Só parabenizando. Liguei para parabenizá-lo, me colocando à disposição e no momento que ele achar oportuno, vai me chamar. Mas não é agora, atropelando. Agora, que ele está com a equipe de transição andando, recebendo as primeiras informações oficiais. Tem que esperar ele tomar posse, tem que dar um tempo. Depois é a hora de sentarmos, porque vai ter condições de saber. Então, tenho uma convicção de que vai ser boa a relação. Nossa convivência vai ser positiva.

 

MidiaNews – Qual o peso de uma parceria dessas para Cuiabá?

 

Emanuel Pinheiro – É preponderante, principalmente pela capacidade de investimento muito limitada. Não obstante os recursos próprios terem dado uma boa reagida na minha gestão, a gente prezou por isso, sem botar a faca no pescoço do contribuinte. Atacamos muito a sonegação e a inadimplência. Estamos avançando muito nessa área. Mas temos atrasos em algumas verbas do Estado, alguns problemas aqui ou acolá, e isso acaba nos deixando com capacidade limitadíssima de investimento. Então, o Estado é muito importante. A União é fundamental. Por isso o prefeito tem que ser um grande agregador.

 

 

MidiaNews – Dentro da atual conjuntura econômica, pode-se dizer que o governador Pedro Taques tem sido um bom parceiro?

 

Emanuel Pinheiro – Dentro das limitações, porque ele enfrentou muitas crises, ele foi um bom parceiro. E falei isso para ele. Estive com ele após as eleições, me solidarizando. Ele é jovem, já foi senador, governador, tem tudo pela frente. Ele vai ser julgado lá na frente, ninguém julga agora. Agora é paixão política. Com o tempo é que vão julgar o que ele fez ou deixou de fazer. Agora, é trabalhar, bola para frente. O que ele pôde fazer por Cuiabá, fez. Eu tenho até uma ponta de ciúmes, porque ele fez muito mais com o Mauro do que comigo. Mas ele fez.

 

MidiaNews –  Qual sua avaliação em relação à derrota de Taques? O que faltou a ele?

 

A má articulação política cega as pessoas. Coloca uma cortina de fumaça nos seus olhos. Ninguém gosta de ser destratado, não ouvido, ignorado

Emanuel Pinheiro – Articulação política. As pessoas, às vezes, confundem política com politicagem. Mas é política nobre, com ‘p’ maiúsculo. Articulação com os segmentos políticos, com as forças políticas, com a sociedade como um todo, com os segmentos organizados da sociedade, do servidor público, construindo pontes, não paredes, nesses contatos. A má articulação política cega as pessoas. Coloca uma cortina de fumaça nos seus olhos. Ninguém gosta de ser destratado, não ouvido, ignorado. Às vezes, se passou isso e se dificultou muito a construção de uma relação saudável entre o governador e vários segmentos da sociedade, Poderes e instituições.

 

Construiu-se muitas paredes nessa relação ao longo de quatro anos e pouquíssimas pontes. Os assessores mais diretos não viram isso, não se atentaram, e foi cavando um buraco cada vez maior nessa relação, a ponto de ninguém conseguir enxergar os feitos do governador Pedro Taques. Só consegue enxergar os defeitos. Todo governo tem defeitos e qualidades e na sua articulação você potencializa um ou outro. Então, ele potencializou e muito e perdeu a mão nos defeitos. Ninguém consegue descrever agora os feitos do governo Pedro Taques. Mas vai aparecer.

 

Tanto é que ele conseguiu derrubar a rejeição dele, fazendo 90 mil votos em Cuiabá [Taques teve 82,7 mil votos em Cuiabá e ficou em segundo lugar]. Quase a mesma votação do Wilson Santos. Isso significa 30% dos votos válidos da Capital. Do jeito que ele estava, essa votação me assombrou. Isso mostra que ele tem uma semente plantada, mas como vai ser regada essa semente, depende muito dele daqui para frente. Mas acho que ele vai ter seu reconhecimento.

 

Todo mundo busca a estabilidade, mas o Pedro fomentava muito o enfrentamento, o conflito. Eu falava muito isso quando era deputado. Mas para governar bem, precisa criar estabilidade. Essa falta de estabilidade, fomentada com a inexperiência política do começo da gestão, dele e do grupo em torno, é que ocasionou essa ruptura entre ele e a sociedade em um primeiro momento. Quando ele acordou, ainda conseguiu ter uma avaliação razoável. O desdobramento disso vai depender dele.

 

Foi o mesmo fenômeno que ocorreu comigo no começo da carreira. Ganhou, ganhou... Ele colocou a cara, em uma coragem violenta, e ganhou para o Senado. Quatro anos depois, furou a fila de várias pessoas e ganhou no primeiro turno para o Governo. Se você não tem uma estrutura política, emocional e assessores que te orientem, você tende a achar que tudo o que você fizer vai dar certo e que o mundo gravita em torno de você. Eu gosto do Pedro, acho que ele teve feitos que serão reconhecidos lá na frente. Fomos grandes adversários, não viramos aliados, mas viramos adversários de respeito, por Cuiabá, o que nos aproximou no diálogo institucional. Mas acho que o que houve fundamentalmente para ele foi uma falta de articulação política que poucas vezes eu vi na minha vida pública.

 

 

MidiaNews – O senhor defende que Taques continue na vida pública?

 

Emanuel Pinheiro – Defendo. Ele foi senador da República, governador do Estado. Tem 50 anos. Pedro Taques é jovem e tem uma experiência muito grande. Deixa o povo decidir. Mato Grosso não pode deixar de contar com um talento político e administrativo como Pedro Taques.

 

MidiaNews – Qual cargo?

 

Emanuel Pinheiro – Depois que você é governador, está credenciado para qualquer cargo. E deixa o povo decidir, avaliar.

 

MidiaNews – Ele já falou em ser prefeito de Cuiabá.

 

Emanuel Pinheiro – [Risos] É uma boa opção. Ele teve 90 mil votos aqui e seria um candidato forte. Tem que ser julgado. Ele tem muito o que falar, muito o que mostrar e enriquecer o debate. Eu só acho que um homem com o currículo dele... Não podemos prescindir de talentos políticos assim, independente do nível de aceitação momentânea. Há uma máxima que diz que não há derrota permanente, nem vitória permanente. Você tem que estar preparado para toda derrota ser a antecipação de uma vitória, porque ela vai vir. E ele tem esse currículo.

 

MidiaNews – Acha, então, que ele teria viabilidade para uma eventual candidatura à Prefeitura?

 

Ele saiu com uma boa imagem como prefeito de Cuiabá. Saiu bem avaliado. Construiu, ao seu estilo, com sorte e talento, o projeto para o Governo do Estado. Deu certo. E teve méritos para isso

Emanuel Pinheiro – Não estou lançando-o à Prefeitura [risos]. É diferente. Eu acho que a partir do momento que você foi governador do Estado, está credenciado a ocupar qualquer cargo. Eu só acho que não podemos perder bons nomes por paixão, seja Pedro Taques, Wellington Fagundes, Mauro Mendes e tantos outros. São nomes de valor, de peso.

 

MidiaNews – E como analisa a vitória do Mauro Mendes, que teve uma expressiva votação e conseguiu 58,6% dos votos válidos?

 

Emanuel Pinheiro – Ele saiu com uma boa imagem como prefeito de Cuiabá. Saiu bem avaliado. Construiu, ao seu estilo, com sorte e talento, o projeto para o Governo do Estado. Deu certo. E teve méritos para isso. Soube unir um grupo que não foi de oposição, era uma dissidência do grupo que elegeu Pedro Taques, e ele conseguiu passar esse recado como se de oposição fosse. Foi muito talento, habilidade e articulação dele e do grupo. O momento era dele e ele soube aproveitar esse bom momento.

 

Somado a isso veio a total desestruturação do Pedro e uma desestruturação também do Wellington. Eles não montaram a candidatura. Eles não tinham campanha, não tinham estrutura política, não tinham nada. Na região Oeste, o pessoal ligava dizendo que não tinha nem santinho do Wellington. Isso também afetou. Parece que a campanha estava só em Cuiabá, na Baixada. Talvez, a nova legislatura eleitoral acabou fazendo isso. O problema do Taques foi desestruturação política, a do Wellington foi eleitoral.

 

MidiaNews – Não percebe que o Wellington teve dificuldades em se estabelecer como oposição?

 

Emanuel Pinheiro – Sim, a ponto de o Mauro ter assumido a postura de candidatura de oposição, quando na verdade o grupo dele era dissidente do Taques. Mérito para ele [Mauro Mendes], que teve essa competência, soube agregar.

 

MidiaNews – Não esperava que o Wellington fosse empolgar mais?

 

Emanuel Pinheiro – Ele foi bem, não tinha campanha. Acho que tanto ele quanto Pedro foram bem demais. Não tinha campanha, a não ser em Cuiabá, que eu entrei depois, dando uma ajuda. E eu deixei bem claro: não fui contra o Mauro, fui a favor do Wellington. Falei isso na campanha. Entramos aqui e organizamos mais ou menos a campanha dele. Mas no Estado inteiro estava assim. O que ele teve foi a projeção, uma força política grande que ele tem por seus 30 anos de mandato.

 

MidiaNews – É natural com a vitória que o Mauro Mendes se organize para ter um candidato em Cuiabá. Um dos nomes citados é do Fabio Garcia. O senhor tem essa expetativa? Está pronto para enfrentar um candidato dele?

 

Emanuel Pinheiro – É aquilo que falei... É natural e acho bom que nomes surjam, apareçam, que possam colaborar com o fortalecimento da política na Capital e no Estado. Sou a favor da renovação. Qual foi a maior renovação da política este ano? Foram poucas. Tivemos o [Nelson] Barbudo, fruto de um momento, e o Emanuelzinho. Foram as duas novidades políticas, além de algumas novidades pontuais na Assembleia Legislativa, mas que também foram fruto do momento da política nacional. Eu torço que essas renovações no Parlamento Estadual se transformem em forças políticas, para o bem de Cuiabá e do Estado. Então, acho natural que ele, como governador, e seu grupo, se organize. O segundo poder político do Estado é a Capital e é natural de quem está no Governo querer avançar. E depende muito do nosso trabalho, da nossa luta, para fazer frente a isso.

 

MidiaNews – As urnas deste ano deram alguns recados, não só em relação à renovação, mas aqueles envolvidos em denúncia acabaram varridos. Nesse sentido, no seu caso, a denúncia que ficou conhecida como “Escândalo do Paletó” pode ser um impeditivo para uma eventual reeleição e até para sua carreira política?

 

Eu tenho a convicção, e vou provar, que não tenho nada a ver com esse mar de lama que colocaram meu nome. Esse é um ponto. O outro é que meu trabalho por Cuiabá é tão intenso, tão apaixonado, tão espontâneo, tão natural, que tenho certeza que a população está vendo isso

Emanuel Pinheiro – Eu tenho a convicção, e vou provar, que não tenho nada a ver com esse mar de lama que colocaram meu nome. Esse é um ponto. O outro é que meu trabalho por Cuiabá é tão intenso, tão apaixonado, tão espontâneo, tão natural, que tenho certeza que a população está vendo isso. Veja a eleição do Emanuelzinho. O único prefeito de Capital, dos sete que lançaram, que teve o filho eleito. Se eu não tivesse essa credibilidade, esse apoio da população cuiabana, ele poderia ter sido afetado. Mas se somou aí o prestígio político do nosso grupo, que é muito forte, a tradição da família, vindo do avô dele, e a renovação que ele representa. Ele somou tudo isso.

 

MidiaNews – Acha, então, que da eleição do Emanuelzinho pode ser feita uma análise do impacto do episódio do paletó? Foi um teste?

 

Emanuel Pinheiro – Uma eleição é igual Copa do Mundo, tem a cada quatro anos, mas uma não tem nada a ver com a outra. Então, cada eleição é um momento, um processo.

 

MidiaNews – Mas não pode ser um indicativo do ânimo do eleitorado em relação a esse episódio?

 

Emanuel Pinheiro – Eu creio que sim. E claro que o esclarecimento de tudo isso é essencial, mas creio que sim. Nosso grupo político é muito forte, estamos trabalhando muito por Cuiabá, pela Baixada Cuiabana. E Emanuelzinho é a renovação desse grupo. Ele é um novo quadro e outros vão surgir, também, para, junto com ele, reoxigenar esse grupo, manter viva a tradição da família, prestar serviços a Cuiabá e ao Estado e liderar esse grupo, que é forte e as urnas mostraram.

 

MidiaNews – Então, acredita que mesmo com o impacto negativo desse caso, seu trabalho, sua gestão e suas entregas podem ter peso fundamental para amenizar o que aconteceu?

 

Emanuel Pinheiro – Eu acho que é o trabalho. Tenho que trabalhar, que é o compromisso com a população cuiabana. Tudo vai se esclarecer na esfera judicial. Isso vai ser mostrado, que não tenho nada a ver com esse mar de lama que tentaram me jogar. E paralelo a isso, sou prefeito da Capital e tenho compromisso com a população e tenho que fazer a entrega de obras, ações, projetos que melhorem a vida das pessoas. E vejo que a população está enxergando isso. Tenho trabalhado diuturnamente para que sejam alcançadas essas metas.

 

MidiaNews – Há alguns questionamentos, inclusive de aliados, no sentido de uma demora ou falta de efetividade no contraponto à denúncia. Isso se dá em função de uma priorização da esfera jurídica em detrimento da opinião pública?

 

Emanuel Pinheiro – Tudo tem seu tempo e é claro que a priorização da esfera jurídica é fundamental, estamos mexendo com minha vida, meu nome. Me anseio por isso, mas é necessário a priorização da esfera jurídica, que tem seu tempo, seja necessária, para que isso seja esclarecido. Vai ter o seu momento, assim que definido pelo Supremo Tribunal Federal, em que eu confio. Confio no trabalho do Ministério Público Federal e Estadual, que estão à frente de todo esse processo.

 

MidiaNews – A programação dos 300 anos pode ser considerada bastante ousada. De todos aqueles projetos anunciados, vai ser possível cumprir a maior parte?

 

Eu tenho convicção que o Emanuelzinho vai ser um dos maiores políticos deste Estado. Jovem de tudo, foi um grande candidato, soube atrair a tradição, a força política do avô, a força política do grupo e soube liderar esse momento de uma maneira extraordinária

Emanuel Pinheiro – Eu até brinco, porque as pessoas já estão vivendo a gestão dos 300 anos e não estão se dando conta. A Avenida Mato Grosso é a gestão dos 300 anos; a licitação do complexo do Porto é a gestão dos 300 anos; a licitação dos viadutos é a gestão dos 300 anos; os parques das Nascentes e da Família são a gestão dos 300 anos; os 200 quilômetros de asfalto de Cuiabá são os 300 anos; os R$ 228 milhões, dos quais R$ 110 milhões já estão sendo investidos no saneamento básico, fazendo de Cuiabá um canteiro de obras, são os 300 anos; a licitação dos ônibus é os 300 anos; a construção do novo Pronto Socorro é os 300 anos. Está tudo em andamento, estamos vivendo a gestão dos 300 anos. Estamos dentro dela e só vamos nos dar conta de tudo no final, porque meu compromisso é de quatro anos.

 

Eu fico vendo as declarações e parece que o mundo vai acabar no dia 8 de abril, que é o fim do meu mandato. Não. O dia 8 de abril é a cereja do bolo, a festa, o momento, o apogeu, a glória, da data, mas a gestão é dos 300 anos. Tanto é que a Sec300 vai até 31 de dezembro de 2020. Sai junto comigo da Prefeitura de Cuiabá

Autor: Midia News - DOUGLAS TRIELLI E KARINA STEIN DA REDAÇÃO
Data: 25/11/2018
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