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Agronegocio
Guerra comercial já eleva os preços na China

A guerra comercial sino-americana está provocando uma alta generalizada dos preços na China, deixando as autoridades nervosas à medida que os consumidores começam a sentir esse impacto.


 

A inflação anual ao consumidor na China subiu 2,5% em setembro, segundo dado oficial divulgado na terça-feira. Esse aumento se deveu em parte aos preços dos alimentos, com as condições climáticas desfavoráveis afetando o abastecimento. Mas as tarifas impostas por Pequim a produtos americanos, em resposta às sobretaxas de produtos importados da China aplicadas pelos EUA, também tiveram seu papel.

 

Em julho, o governo chinês impôs uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de automóveis americanos, elevando a taxa para 40%. As montadoras estão repassando parte do custo extra aos consumidores. Um modelo básico Model S da Tesla, custa hoje 850.000 yuans (US$ 123.000), sendo que o preço anterior era de 710.000 yuans. BMW e Daimler também subiram os preços dos utilitários esportivos fabricados nos EUA em 4% a 7%.

 

Uma unidade chinesa da Henkel, fabricante alemã de produtos de consumo e químicos, elevou os preços de adesivos e outros produtos vendidos na China, mas sem informar o percentual, segundo a imprensa local. Em sua justificativa aos consumidores, a companhia mencionou as tarifas retaliatórias aos produtos americanos e o enfraquecimento do yuan, sugerindo que a companhia importava dos

EUA adesivos e produtos químicos usados em sua produção.

 

A unidade da Henkel elevou os preços em 16% em média em julho. Teme-se que esse recente aumento possa afugentar os clientes.

Uma subsidiária local do conglomerado americano 3M subiu os preços dos produtos chineses em cerca de 3% a 5%, graças à alta dos preços das matérias-primas e dos custos com mão de obra, além das flutuações cambiais.

 

Dada a função da 3M de fornecedora a fabricantes de smartphones, há quem tema que o aumento possa tornar a produção de celulares mais cara. A escalada da guerra comercial poderá corroer a lucratividade dos fabricantes chineses de smartphones, segundo um analista da área de tecnologia.

 

Uma tarifa sobre as aparas de papel americanas, matéria-prima importante para os fabricantes de papel, levou a Lee & Man Paper Manufacturing e seus pares a aumentar alguns preços em agosto. As altas variaram de produto para produto, mas ficaram em torno de 3%.

Companhias que usam insumos químicos feitos nos EUA em produtos como tintas e materiais de construção teriam alertado os consumidores que aumentos nos preços também estão por vir.

 

As autoridades chinesas estão agindo para conter a inflação para evitar descontentamento público, prestando especial atenção à soja.

A soja é processada para a produção de óleo de cozinha e o farelo resultante desse processo é usado como alimento de porcos. Como a carne suína e o óleo de soja são elementos importantes da dieta chinesa, os preços da soja têm um impacto significativo sobre a inflação ao consumidor.

 

A China importa quase 90% da soja que consome, com um terço das importações vindo dos EUA. Mas o governo impôs uma tarifa adicional de 25% sobre a soja americana em julho - uma ação que, embora vise atingir os agricultores que apoiam o presidente americano Donald Trump, também poderá elevar os preços internos.

 

Os consumidores são sensíveis às altas nos preços da carne suína e do óleo de cozinha. Embora os preços da carne suína estejam no mesmo nível de um ano atrás, eles subiram 40% nos últimos seis meses.

 

O preço do farelo de soja teve uma alta anual de 10% a 20%, pressionando os custos dos criadores de porcos. Os produtores agora estão perdendo 200 yuans por porco, segundo a imprensa chinesa. O governo oferece subsídios, num esforço para apoiar os produtores rurais locais e também para impedir a alta dos preços da carne suína apesar do aumento dos custos.

 

Enquanto isso, o preço que a China paga pela soja importada aumentou por seis meses seguidos até setembro, com os compradores mudando dos anteriormente baratos grãos americanos para os sul-americanos, mais caros.

 

Autor: Portal do Agronegócio
Data: 22/10/2018
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