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Polícia
Policial diz ter agido pela emoção e pede perdão a idoso agredido - Veja vídeo

O policial civil, Ailton Afonso Batista, admitiu ter agido pela emoção e com insensatez após agredir idoso. A vítima disse que irá à Justiça e perdoa o policial. - Veja vídeo


 

O investigador da Polícia Civil, Ailton Afonso Batista, 51, admitiu ter agido pela “emoção” e com “insensatez” ao agredir o idoso Vitalino Xavier dos Santos,91, e pediu perdão à vítima. Por meio de uma nota de retratação divulgada nesta segunda-feira (30) pela Diretoria do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol-MT), Ailton se manifestou quanto ao episódio que gerou grande repercussão nas redes sociais e nos veículos de comunicação.

“A respeito de um incidente em que eu abordo de forma agressiva um cidadão no interior de uma agência bancária, amplamente divulgado nas redes sociais, eu peço PERDÃO à vítima e seus familiares, à minha família e à comunidade mato-grossense por cometer tal insensatez”, diz o policial.

A agressão ocorreu na última quinta-feira (26) em uma agência da Caixa Econômica, onde Ailton foi filmado empurrando o idoso, que caiu no chão com o impacto da agressão. Segundo o investigador, ele se “deixou levar” pela emoção. Ailton faz questão de lembrar que a função a qual exerce sofre sobrecarga. “Principalmente em um momento em que os policiais são vítimas de tamanha violência em nosso país”, destaca.

Ainda na nota, ele afirma que está ciente do erro e está preparado para responder pelo que fez. Conforme a Corregedoria da Polícia Civil, Ailton responderá pela agressão na esfera criminal e administrativa.

Ao finalizar a retratação, o policial relata que sofre junto com os familiares e afirma que aprendeu com o “episódio”.

Idoso diz que perdoa agressor

Em entrevista exclusiva ao Cadeia Neles, Vitalino Xavier dos Santos relatou toda a agressão sofrida do policial e afirmou que o perdoa, mas disse que irá entrar na Justiça contra o agressor para que ele responda pelo crime. Veja vídeo ao fim da matéria.

Segundo Vitalino, no dia da agressão o policial havia perdido a carteira e o acusou de "ladrão". "Se ele falasse que perdeu o cartão eu o ajudava a procurar", afirmou o idoso. Ainda na busca pelo cartão, o policial teria ido até o carro e pegado a arma. "Pegou a minha bolsa e despejou. Procurou [o cartão] e não achou", detalhou Vitalino que após a procura o investigador teria apontado a arma em seu peito.

O idoso também trabalhou como policial militar por 35 anos, porém garantiu que nunca teve nenhum processo durante o exercício da função. "Não tenho uma causa na Justiça, nem de morte, nem de violência, nem de roubo", afirmou. 

Por fim disse que não deseja nenhum mal ao investigador Ailton, mas que irá tomar as providências necessárias. "Vou entrar na Justiça e aí a Justiça vai tomar de conta na altura que deve ser (sic)", afirmou. 

Veja nota na íntegra:

A Diretoria do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso – Sinpol-MT publica, a seguir, a Nota de Retratação do investigador AILTON AFONSO BATISTA, sobre episódio do qual ele participou, em Cuiabá, na última quinta-feira (26).

RETRATAÇÃO

A respeito de um incidente em que eu abordo de forma agressiva um cidadão no interior de uma agência bancária, amplamente divulgado nas redes sociais, eu peço PERDÃO à vítima e seus familiares, à minha família e à comunidade mato grossense por cometer tal insensatez.

Eu estou convencido de que deveria ter agido com a razão, em vez de me deixar levar pela emoção, pois é esta a postura que se espera de um policial civil com 51 anos de idade.

É preciso lembrar, também, que o desempenho da função policial sofre uma sobrecarga de serviço que significa trabalhar sob pressão, principalmente em um momento em que os policiais são vítimas de tamanha violência em nosso país. Porém, nada justifica a minha falha.

Contudo, antes de ser policial civil, eu também sou um ser humano sujeito a erros como qualquer outra pessoa. E eu estou ciente do meu erro, e preparado para responder pelo que fiz.

E devo admitir, por último, que eu e meus familiares temos sofrido demais com esse episódio. Mas tenho, também, aprendido muito com ele. Hoje, definitivamente, eu não agiria daquela forma, e peço DESCULPAS a todos.

Cuiabá, 30 de julho de 2018

AILTON AFONSO BATISTA

Investigador da Polícia Civil

Veja vídeo:

                   

Autor: Valquiria Castil, repórter do GD
Data: 31/07/2018
Noticias da Sessão: Polícia
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