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Meio Ambiente
Deu no NYT: Brasil vacila sobre ambiente e Pantanal começa a encolher

Nos últimos 15 anos, 22,5 mil km2 da região foram transformados em terra amarela e árida


 

As pujantes indústrias de soja e de pecuária do Brasil estão ameaçando um dos mais ricos refúgios de vida natural do planeta, onde bandos de onças, jacarés, cervos e araras vagam em liberdade há eras.

 

A região do Pantanal começou a encolher. A região do Pantanal é a maior área encharcada tropical do mundo.

 

Nos últimos 15 anos, cerca de 22,5 mil km2 da região, que se dissemina pelo Brasil, o Paraguai e a Bolívia, foram transformados, com manchas cada vez maiores de terra amarela e árida inseridas no bioma luxuriante, que cobre aproximadamente 180 mil km2, ou aproximadamente o tamanho da Síria.

 

Os críticos de o Pantanal consideram essa degradação um sinal de o enfraquecimento de a resolução brasileiro de proteger seu meio ambiente.

 

O governo de Brasil saudou no começo deste ano uma modesta conquista em sua principal luta ambiental –conter o desflorestamento da Amazônia–, mas outras linhas embaraçaram ele de tendência.

 

As emissões de gases do conseqüência estufa ampliaram 9% no ano passado, comparadas com 2015, marcando a maior produção desde 2008.

 

Alimentadas em grande parte pela mudanças de terra florestal para exploração agrícola e outros propósitos comerciais, a ampliação das emissões da ano passada pôs em questão a habilidade brasileira de homenagear seus compromissos internacionais de lutar a mudança climática, incluindo os contidos no acordo parisiense.

 

Carecendo de suporte popular, o governo Temer buscou o suporte de grupos com influência no Congresso, entre eles o bloco agrícola

Além disso, dados de mapas compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados neste mês mostraram que o país perdeu 9,5% de sua área florestal entre 2000 e 2014.

 

A expansão da agricultura em áreas com pouca regulamentação ambiental ou policiamento coincidiu com um fase político turbulento no Brasil, durante o qual uma poderosa aliança de legisladores federais, encarnando interesses da agricultura, dominaram na resolução de políticas de utilização da terra.

 

O mais suscetível a esse lobby, segundo ambientalistas, é o presidente Michel Temer, que passou a maior parte do último ano trocando favores com legisladores em uma aposta bem sucedida para persuadi o Congresso a poupá-lo de ser julgado por corrupção.

 

Marina Silva, que foi ministra brasileira entre 2003 e 2008 declarou: “Na prática, Temer tirou o Brasil do acordo de Paris, assim como fez o presidente Trump, com a diferença de que ele não tem a coragem de assumir essa posição publicamente”.

 

Em esse fase , seus esforços agressivos festejaram em o exterior o país para conter o crescente desflorestamento de a Amazônia.

 

Silva declarou: “Há um firme esforço para desmontar o aparelho do governo instituído nas últimas décadas para apoiar políticas que foram consistentes com a diminuição dos gases do conseqüência estufa”.

 

Temer não esconde seu suporte às indústrias de agricultura e pecuária, chamando-as de motores eimprescindíveisdo crescimento econômico.

 

Ele durante um discurso recente em um acontecimento setorial declarou: “Muitas vezes se declara que eu, ou meu governo, protegemos os fazendeiros ou os pecuaristas”. “É o oposto. São os fazendeiros e os pecuaristas que protegem a economia nacional, e essa é a clara realidade. Não podemos ter medo de declarar isso.”

 

Macri viu sua popularidade ser afetada pelo recente desaparecimento do submarino ARA San Juan, com 44 tripulantes a bordo, e pelos equívocos de comunicação da Marinha argentina durante o episódio.

 

Na terça-feira 05 de dezembro conservadas as normas atuais para a previdência, o gasto público brasileiro com aposentadorias chegaria a 17% do PIB em 2050, maior taxa entre as principais economias do mundo, estimava um novo relatório da OCDE divulgado nesta terça-feira.

 

Quando o país saía de um fase de ditadura militar, a Constituição de Brasil de 1988, desenhada buscou estabelecer um plano para o governo “defender e conservar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações”. Ela rotulou os cinco principais biomas do país, incluindo o Pantanal, como “parte do patrimônio nacional”, cuja preservação seria garantida por futuras leis.

 

Uma lei que regulamenta a utilização sustentável da terra nessas áreas, porém, aprovou-se a Mata Atlântica só para um de os biomas, . Isso quer dizer que os donos de terras em lugares como o Pantanal tiveram poucas limitações quando o boom de matérias-primas na virada do século de repente tornou suas terras extremamente rentáveis.

 

A produção agrícola e pecuária do Brasil disparou na última década, gerando uma colheita de aproximadamente 238 milhões de toneladas em 2016-17, ou o dobro da de 2005-06, segundo estimativas do governo. No mesmo fase, as terras agrícolas ampliaram 26%.

 

O governo Temer caracterizou o crescimento das exportações agrícolas, principalmente para a China, como um importante ingrediente da lenta recuperação do país de uma recessão de vários anos.

 

Esse crescimento puxado pelas exportações gerou chances tentadoras para os donos de terras no Pantanal, região cujo terreno encharcado e as altas temperaturas antes tornavam inadequado para agricultura. Quando novas tecnologias possibilitaram modificar terras encharcadas em campos de soja, isso mudou.

 

No ano passado, houve 19,4 mil km2 de campos de soja em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os dois Estados que incluem o Pantanal.

 

“Graças a Deus temos a China adquirindo nossos produtos”, declarou Roberto Folley Coelho, um fazendeiro que cria gado, semeia arroz e soja e hospeda turistas.

Coelho riu da ideia de que suas plantações de soja poderiam estar provocando prejuízos ambientais, alegando que impor normas ambientais à região seria mais danoso que benéfico.

 

Ele explicou: “Tenho medo de que conter a iniciativa privada possa levar a mais pobreza aqui”.

 

A ameaça de rígidas normas ambientais continua remota no Pantanal. Faz 6 anos, uma lei exibida em o Congresso tentou instituir um esquema para o desenvolvimento sustentável de a região, em 2011, mas a legislação emperrou.

 

Felipe Dias que defende a preservação das terras encharcadas declarou: “Precisamos chegar a um equilíbrio”. Felipe Dias é diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal.

 

Mas os agricultores, segundo ele, habitualmente não veem os prejuízos em longo prazo provocados por seus plantios, que desgastam o solo, poluem e desviam rios. Isso transforma o ritmo das temporadas seca e úmida no Pantanal, inundando grandes áreas de maneira permanente. Dias explicou: “Eles não pensam no amanhã”. “Não se importam, desde que estejam bem agora com o que ocorrerá depois.”

 

Em nível nacional, um enfoque semelhante para os ganhos econômicos em curto prazo tornou o desenvolvimento sustentável uma ideia secundária, alegam os ambientalistas.

 

Faz 5 meses, Temer apoiou um projeto de lei que ficou conhecido como ” lei de os grileiros “, instituindo um dispositivo para que as pessoas que ocupavam terras públicas em a Amazônia comprassem títulos de posse, em julho. Os ambientalistas lutaram a medida, temendo que ela deslocaria as comunidades indígenas e permitiria o desmatamento.

 

No mês seguinte, o presidente emitiu um decreto que abriu percurso para a mineração em uma área protegida da Amazônia. Depois de um clamor no país e no exterior, assim como um parecer de um tribunal, o governo retirou a proposta.

 

ETemer gastava enorme capital político afastando a ameaça de julgamento por denúncias de corrupção e obstrução da justiça ao persuadi deputados a bloqueá-as. Temer é um líder profundamente impopular. Temer é um líder profundamente impopular.

 

Carlos Ritti um grupo ambientalista declarou: “Carecendo de suporte popular, o governo Temer buscou o suporte de grupos com influência no Congresso, entre eles o bloco agrícola”. Carlos Ritti é secretário-executivo do Observatório do Clima. “Temer utilizou esse suporte para se proteger dos inquéritos e vendeu a agenda ambiental.”

 

Autoridades do governo Temer defendem seu histórico sobre meio ambiente, alegando que se exagerou as críticas. Sua principal conquista neste ano foi a diminuição de 16% no desmatamento da Amazônia, depois de vários anos de ampliação constante.

 

Recentemente àoijornalismoo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho declarou “O desmatamento estava descontrolado”.”Nós consertamos a situação.”

Outra iniciativa que o governo Temer mencionou como parte de seu compromisso com o meio ambiente recebeu críticas.

 

Faz 2 meses, autoridades anunciaram que dariam em as companhias multadas por violar normas ambientais grandes descontos dívidas. para que saldassem suas, em outubrodívidas. A arrecadação, declarou o governo, iria para projetos de preservação. O ministério comentou que só cerca de 5% das multas ambientais foram recolhidas nos últimos anos.

 

A reforma argentina focou sobretudo na mudança como se reajusta o vantagem previdenciário, que passa a ser vinculado majoritariamente à inflação trimestral, em vez de a um índice que combinava reajustes salariais e arrecadação.

 

Christian Poirier, diretor de programa na Amazon Watch declarou: “A medida não dá detalhes e não vai ao centro do problema: o policiamento frouxo”. “Isso significa uma anistia que reforça o clima de impunidade no Brasil.”

 

Sarney defendeu a medida como pragmática à luz do fato de que as grandes cempresaspodem se rrejeitara pagar multas clutandoas na Justiça durante anos a fio. A solução em longo prazo, declarou ele, é encontrar uma forma de compensar os donos que conservam suas terras.

 

Le isse: “Os serviços de proteção às florestas precisam ser pagos”,.Adauto Rodrigues Oliveira consente. Adauto Rodrigues Oliveira é um plantador de soja em Miranda. Segundo ele, os ambientalistas mostram pouca consideração pelo sustento dos agricultores.

 

Ele alegou: “Eles não se importam, simplesmente declaram: você não pode semear aqui”. “Os ambientalistas desejam proteger a terra, mas não desejam pagar indenização.”

 

Perguntado sobre o efeito em longo prazo de suas plantações de soja na vida silvestre ao redor, ele encolheu os ombros. As pessoas da região são menos pobres que antes de a agricultura decolar na área.

 

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

 

Autor: ERNESTO LONDOÑO DO "NEW YORK TIMES"
Data: 25/12/2017
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