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Rombo no bolso: Preço do gás de cozinha sofre novo aumento

Enquanto em março deste ano o botijão custava em média R$ 77,28, atualmente já chega a R$ 93,63, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.


 

Com o reajuste de 8,9% na cotação do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nas refinarias desde esta terça-feira (5), o produto acumula alta de 68,8% desde março deste ano, quando a Petrobras adotou a política de revisão de preços.

Em Mato Grosso, o GLP comercializado em botijões de 13 kg e alvo de uma nova atualização de valores pela estatal encareceu R$ 16,35 ou 21,15% no varejo. Enquanto em março deste ano o gás de cozinha custava em média R$ 77,28, atualmente já chega a R$ 93,63 no Estado, segundo levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Se o varejo incorporar integralmente o percentual deste último reajuste, o preço médio do gás de cozinha chegará a R$ 101,96 em Mato Grosso. Na Capital mato-grossense, o botijão de gás de 13 kg custa, em média, R$ 94,02, mas há variações entre o mínimo de R$ 90 ao máximo de R$ 105. Incorporada a nova alta poderá custar até R$ 114,34/13 kg ao consumidor.

Em municípios onde o gás de cozinha historicamente é mais caro, como Alta Floresta e Sorriso, os consumidores pagariam até R$ 125. Nessas duas cidades mato-grossenses, o preço máximo registrado atualmente é de R$ 115, segundo a ANP.

Para a consumidora Diane Garbin, 28, o preço do gás de cozinha é um componente que diminui sua renda, obtida com a produção de salgados. “Comprei um botijão no dia 14 de novembro e paguei R$ 100 à vista, porque a prazo seria R$ 120”.

Antes de adotar a contínua revisão de preços, o insumo era reajustado em até duas vezes por ano e as altas anuais ficavam em torno de 12%, relembra o revendedor Humberto Botura. Segundo ele, a majoração acumulada no varejo não está mais elevada porque os varejistas ainda evitam o repasse. “No meu caso, as vendas caíram 8% nos últimos 3 meses”, afirma.

“Estamos com 2 aumentos repassados pela distribuidora para nós, revendedores. Repassamos para os pontos de venda, mas eles seguraram. É possível que repassem a alta agora”.


 

Autor: Silvana Bazani, repórter de A Gazeta
Data: 06/12/2017
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