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Agronegocio
Setor nega venda de carne com aditivo à Rússia

Representantes das indústrias de bovinos e suínos postam em uma reabertura do mercado em breve


 

A indústria de carnes brasileira negou nesta terça-feira que exporte produtos com o aditivo ractopamina à Rússia, apostando em uma "breve" retomada dos embarques para o país euroasiático.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, o setor "executa todas as análises preliminares para exportação de carne bovina" sem o aditivo à Rússia.

 

Apesar de a Rússia ser um dos maiores importadores de carnes do Brasil, Camardelli previu efeito limitado sobre o setor, dado que durante o inverno (no Hemisfério Norte) a Rússia sazonalmente importa menos por causa de portos congelados, e disse esperar uma "rápida recomposição" das vendas.

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do Brasil, disse ter recebido com preocupação a decisão russa, mas aposta no trabalho do governo brasileiro para "o pleno e rápido esclarecimento, retomando em breve os embarques". "O setor está seguro sobre as características de seu produto ", afirmou a ABPA.

 

Mercado

No Brasil, o estimulante de crescimento, usado como ingrediente à ração animal, não é autorizado na produção de carne bovina, mas na suína tem sinal verde, cabendo aos exportadores esse controle.

 

A Rússia respondeu por 40% das vendas brasileiras de carne suína no acumulado do ano até setembro, segundo dados da ABPA, enquanto os russos representaram 11% das exportações de carne bovina do país até outubro, conforme a Abiec.

 

Em nota, o Ministério da Agricultura (Mapa) disse não ter recebido por parte do governo russo, até o momento, notificação de suspensão das carnes bovina e suína brasileira, mas apenas a notificação sobre a presença de ractopamina. A pasta ponderou que "o Brasil utiliza o sistema de segregação de suínos, o que impossibilitaria a detecção de ractopamina".

 

Autor: PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Data: 24/11/2017
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