Cuiabá 25/09/2018
Busca:  
 Home
 Últimas Notícias
 Cidades
 Política
 Esporte
 Polícia
 Meio Ambiente
 Turismo
 Agronegócio
 Mundo
 Artigos
 Aúdio e Video
 Galeria de Fotos
 Quem Somos
 Fale Conosco
Tunel do Tempo
 
Aquecido "Triângulo da Lavagem"

 Denuncias
 Enquete


Meio Ambiente
Dióxido de carbono atinge nível recorde

Em relatório, organização informou que última vez que isso ocorreu foi entre três e cinco milhões de anos


 

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, responsável pelo aquecimento global, alcançou um nível recorde em 2016, anunciou nesta segunda-feira (30) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que adverte sobre um "aumento perigoso da temperatura".

 

"A última vez que a Terra conheceu uma quantidade de CO2 comparável aconteceu há entre três e cinco milhões de anos: a temperatura era entre 2 e 3 graus centígrados maior e o nível do mar era 10 ou 20 metros mais elevado que o nível atual", recordou a agência em seu boletim mundial sobre os gases que provocam o efeito estufa.

 

De acordo com a OMM, este "rápido aumento" do nível de CO2 se deve à "conjunção das atividades humanas e a um potente episódio de El Niño", um fenômeno climático que aparece a cada quatro ou cinco anos e que traduz no aumento das temperaturas do Oceano Pacífico, o que provoca secas e fortes tempestades.

 

"Enquanto era de 400,00 partes por milhão (ppm) em 2015, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera [...] alcançou 403,3 ppm em 2016 e agora representa 145% do que era na época pré-industrial (antes de 1750)", afirma o documento publicado em Genebra, onde fica a sede da OMM.

 

Os cientistas se baseiam nos "testemunhos de gelo" (mostras cilíndricas de gelo) para observar as variações na concentração de CO2 na atmosfera.

"Se não reduzirmos rapidamente as emissões de gases do efeito estufa, e principalmente de CO2, enfrentaremos um perigoso aumento da temperatura no que resta do século, muito acima do objetivo fixado no Acordo de Paris sobre o clima", advertiu o secretário-geral da OMM, o finlandês Petteri Taalas.

 

"As futuras gerações herdarão um planeta muito menos hospitaleiro".

Desde o início da era industrial (1750), o crescimento demográfico, uma agricultura cada vez mais intensiva, a maior utilização das terras, o desmatamento, a industrialização e a exploração dos combustíveis fósseis com fins energéticos provocam um aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, o principal deles o CO2.

 

"O CO2 permanece na atmosfera durante séculos e no oceano por ainda mais tempo. Segundo as leis da física, a temperatura será muito maior e os fenômenos climáticos mais extremos no futuro. No entanto, não temos uma varinha mágica para provocar o desaparecimento do excedente de CO2 atmosférico", destacou Taalas.

 

Para Erik Solheim, diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente, "o tempo é cada vez mais curto".

"Os números não mentem. Nossas emissões continuam sendo muito elevadas e precisamos alterar a tendência [...] Já contamos com muitas soluções enfrentar este desafio. Falta apenas a vontade política", afirmou. 


 

Autor: O TEMPO
Data: 31/10/2017
Noticias da Sessão: Meio Ambiente
» Campo Novo do Parecis: Campus do IFMT é evacuado às pressas por causa de fogo em canavial - veja fotos e vídeos
» Distrito de Mimoso: Incêndio em Distrito de Leverger completa 5 dias matando animais e vegetação
» Incêndio ameaça parque de Chapada dos Guimarães - veja vídeos
» O risco dos incêndios florestais para a saúde humana
» Sema aplica multa de R$ 5,7 milhões e embarga usina após acidente ambiental - veja fotos
» Toneladas de lixo são retiradas de praias na República Dominicana
» Holanda: Porto de Roterdã comunica vazamento 'considerável' de óleo
» Indígenas do Xingu falam sobre mudanças climáticas em documentário precioso
» Grande Barreira de Corais resistiu a cinco eventos de quase extinção, diz estudo
» Após seis anos de seca severa no Nordeste, chuva muda a paisagem
» Acrismat realiza workshop para debater o contexto ambiental e resíduos agroindustriais
» Estudo aponta alta contaminação de peixes por mercúrio em todas as bacias hidrográficas do AP
» Cientistas revelam níveis tóxicos de arsênico em poços da bacia do Amazonas
» Brasil tem, sim, terremotos - e há na história registro até de tremores com 'pequenos tsunamis'
» Por que Brasil se opõe à Europa em corte de emissões de CO2 por navios
 
Tempo
 
Copyright © 2008 Todos os direitos reservados ao NavegadorMT.