Cuiabá 24/11/2017
Busca:  
 Home
 Últimas Notícias
 Cidades
 Política
 Esporte
 Polícia
 Meio Ambiente
 Turismo
 Agronegócio
 Mundo
 Artigos
 Aúdio e Video
 Galeria de Fotos
 Quem Somos
 Fale Conosco
Tunel do Tempo
 
Aquecido "Triângulo da Lavagem"

 Denuncias
 Enquete


Meio Ambiente
Dióxido de carbono atinge nível recorde

Em relatório, organização informou que última vez que isso ocorreu foi entre três e cinco milhões de anos


 

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, responsável pelo aquecimento global, alcançou um nível recorde em 2016, anunciou nesta segunda-feira (30) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que adverte sobre um "aumento perigoso da temperatura".

 

"A última vez que a Terra conheceu uma quantidade de CO2 comparável aconteceu há entre três e cinco milhões de anos: a temperatura era entre 2 e 3 graus centígrados maior e o nível do mar era 10 ou 20 metros mais elevado que o nível atual", recordou a agência em seu boletim mundial sobre os gases que provocam o efeito estufa.

 

De acordo com a OMM, este "rápido aumento" do nível de CO2 se deve à "conjunção das atividades humanas e a um potente episódio de El Niño", um fenômeno climático que aparece a cada quatro ou cinco anos e que traduz no aumento das temperaturas do Oceano Pacífico, o que provoca secas e fortes tempestades.

 

"Enquanto era de 400,00 partes por milhão (ppm) em 2015, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera [...] alcançou 403,3 ppm em 2016 e agora representa 145% do que era na época pré-industrial (antes de 1750)", afirma o documento publicado em Genebra, onde fica a sede da OMM.

 

Os cientistas se baseiam nos "testemunhos de gelo" (mostras cilíndricas de gelo) para observar as variações na concentração de CO2 na atmosfera.

"Se não reduzirmos rapidamente as emissões de gases do efeito estufa, e principalmente de CO2, enfrentaremos um perigoso aumento da temperatura no que resta do século, muito acima do objetivo fixado no Acordo de Paris sobre o clima", advertiu o secretário-geral da OMM, o finlandês Petteri Taalas.

 

"As futuras gerações herdarão um planeta muito menos hospitaleiro".

Desde o início da era industrial (1750), o crescimento demográfico, uma agricultura cada vez mais intensiva, a maior utilização das terras, o desmatamento, a industrialização e a exploração dos combustíveis fósseis com fins energéticos provocam um aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, o principal deles o CO2.

 

"O CO2 permanece na atmosfera durante séculos e no oceano por ainda mais tempo. Segundo as leis da física, a temperatura será muito maior e os fenômenos climáticos mais extremos no futuro. No entanto, não temos uma varinha mágica para provocar o desaparecimento do excedente de CO2 atmosférico", destacou Taalas.

 

Para Erik Solheim, diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente, "o tempo é cada vez mais curto".

"Os números não mentem. Nossas emissões continuam sendo muito elevadas e precisamos alterar a tendência [...] Já contamos com muitas soluções enfrentar este desafio. Falta apenas a vontade política", afirmou. 


 

Autor: O TEMPO
Data: 31/10/2017
Noticias da Sessão: Meio Ambiente
» A inovadora máquina que absorve CO2 da atmosfera e o transforma em um gás com valor econômico
» Brasil ganha reforço de R$ 420 milhões para combate ao desmatamento
» Dióxido de carbono atinge nível recorde
» Desastres naturais: Mais 19 municípios do RS têm emergência reconhecida por causa de vendavais
» Desmatamento na Amazônia caiu 16% no último ano, diz ministro do Meio Ambiente
» Termina período proibitivo para queimadas em Mato Grosso
» ICMBio cria reservas particulares do patrimônio natural em São Paulo e no Paraná
» Proibição à pesca é diferenciada em 17 rios de divisa com Mato Grosso
» Novo relatório da ONU define caminhos para um planeta livre de poluição
» Piracema começa neste domingo nos rios de MT; multas podem passar de R$ 100 mil
» Brasil registra média de 78 milhões de raios por ano, diz Inpe
» Qual efeito de mais CO2 na atmosfera para Amazônia?
» Governo vai revogar decreto que extinguia Renca; área voltará a ficar sob proteção
» Umidade começa a aumentar no Sudeste e Centro-Oeste
» Período proibitivo da Piracema começa dia 1º de outubro em MT
 
Tempo
 
Copyright © 2008 Todos os direitos reservados ao NavegadorMT.