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Agronegocio
Receita com exportação de gado vivo sobe 22%

O embarque de animais cresce como atividade alternativa entre os pecuaristas que buscam ganhos mais rápidos; demanda da Turquia aqueceu os negócios no acumulado até setembro


 

A receita com a exportação de gado vivo cresceu 22% de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 167,1 milhões, puxada pelo aumento da demanda da Turquia.

O país assumiu a liderança entre os principais compradores de bovinos vivos brasileiros depois que a Venezuela se retirou do mercado devido à turbulência política e econômica que atravessa.

 

"A Turquia passou por um processo de centralização das compras de gado, mas voltou a abrir esse mercado e a reduzir as barreiras para os negócios, o que impulsionou as exportações", explica o consultor da Scot Consultoria, Gustavo Aguiar.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), foram embarcadas 248,7 mil cabeças no acumulado do ano, ante 201 mil cabeças negociadas no mesmo período do ano passado, um incremento de 23,6%.

 

Apenas no mês de setembro deste ano, foram exportadas 19,6 mil cabeças, com uma receita de US$ 12,2 milhões. No mesmo mês de 2016, foram vendidos apenas 17 animais, a US$ 44,4 mil.

Embora o crescimento seja expressivo na comparação entre os meses, os patamares atuais de negócios estão muito distantes dos registrados em anos como 2013, quando o Brasil bateu o recorde de embarques de animais vivos, com receita de US$ 661,2 milhões. "Estamos em um momento de recuperação desse mercado, mas ainda é um aumento tímido, tanto em receita quanto em número de animais embarcados", afirma Aguiar.

 

Segundo ele, os preços brasileiros são atrativos, o que faz com que importadores de países Árabes e do Oriente Médio busquem os animais brasileiros. Os importadores buscam bezerros e bois magros para terminação e abate.

"O Brasil é um importante fornecedor por ter preços competitivos, mas também é relevante nestes casos a possibilidade de os animais serem abatidos conforme a religião dos países importadores, que observam regras diferentes das brasileiras para o abate", pontua o consultor.

 

Alternativa

A exportação de gado vivo é uma alternativa que tem atraído um número crescente de pecuaristas brasileiros que buscam outras formas de escoamento da produção. "É uma oportunidade de negócio que permite ao pecuarista negociar a arroba a um preço mais atraente, em oportunidades pontuais", avalia Aguiar.

 

Um exemplo é a Companhia Agropecuária Monte Alegre (CMA), de Barretos (SP), que tem como atividade principal o confinamento e que começou a embarcar gado vivo há pouco mais de um ano. "É uma ferramenta que nos dá uma nova oportunidade de negociação", diz o diretor da CMA, André Luiz Perrone dos Reis.

Ele destaca entre as vantagens do negócio a rapidez, já que o tempo entre a aquisição dos animais e o embarque para o destino é de apenas 60 dias. "É uma alternativa para um retorno financeiro mais rápido."

 

No ano passado, a CMA exportou 5,4 mil cabeças para o Egito. Neste ano, outros 7 mil animais foram enviados para a Turquia. "Temos duas novas oportunidades de negócios para novembro para fechar dois navios com 12 mil animais cada", comemora o diretor.

Ele destaca, porém, que os pecuaristas que optarem por ingressar nesse mercado devem ficar devem ficar atentos. "É uma área crescente, mas que exige cuidados, já que lidamos com países suscetíveis a conflitos", observa o diretor.

 

Os animais passam 18 dias, em média, nos navios até chegarem ao destino e deixam o País pelo porto de São Sebastião, em São Paulo. Os bezerros adquiridos de diferentes Estados passam 40 dias na propriedade, período no qual passam por exames e vacinas para que estejam aptos ao embarque.

 

Autor: Portal do Agronegócio
Data: 11/10/2017
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