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Meio Ambiente
Bombeiros não conseguem atender 45% dos chamados de incêndios florestais

Dos 57 chamados recebidos pelo Corpo de Bombeiros para combate a incêndios florestais, desde o início do período proibitivo no dia 15 de julho, 26 casos deixaram de ser atendidos.


 

Corpo de Bombeiros não consegue atender 45,6% das solicitações de incêndio florestais que chegam à corporação. De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente coronel Paulo André Barroso, dos 57 chamados recebidos desde o início do período proibitivo, no dia 15 de julho, 26 casos deixaram de ser atendidos .

Marcus Vaillant

Segundo o comandante a demanda reprimida se dá pela dimensão do Estado que possui 141 municípios e apenas 18 unidades do Corpo de Bombeiros fixas, sendo reforçada 30 de setembro, com outras 18 bases móveis e pelo fato de duas ou três ocorrências serem registradas ao mesmo tempo. “Por isto é importante a colaboração da população. Seja não fazendo uso do fogo nesta época do ano, seja denunciando queimadas irregulares pelo 173 ou 0800”, destaca tenente coronel Barroso.

O comandante destaca que todos os esforços vêm sendo feito para evitar incêndios florestais, principalmente nas Unidades de Conservação do Estado, prioridade número um da corporação. Até agora todas as ocorrências foram registradas em área privada. “Antes do início do período proibitivo houve um incêndio próximo à unidade de conservação do Parque Estadual Serra Azul, na região de Nobres, enviamos duas equipes para lá e controlaram o incêndio antes de entrar na área do parque”, explica.

Barroso destaca que a ação dos Bombeiros nessas duas semanas de período proibitivo já resultou em duas prisões em flagrante por crime ambiental no município de Colniza (1065 km de Cuiabá). “Por 10 anos o município lidera o número de focos de calor no Estado. Estamos com uma brigada municipal mistas lá, junto com a Polícia Militar, e conseguimos deter dois suspeitos que faziam uso do fogo no período proibitivo”, cita.

Focos de calor diminuem 

Valter Campanato/ABr

De 1º de janeiro a 23 de julho deste ano, Mato Grosso registrou 7.158 focos de calor, montante 19% inferior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 8.847 focos de calor, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na Amazônia Legal, a queda chega a 21%, com um decréscimo de 25.827 para 20.379 focos de calor no mesmo período. Apesar da redução, o Estado ainda ocupa primeiro lugar no ranking dos nove estados amazônicos, seguido por Tocantins (3.928), Pará (3.467) e Maranhão (2.940).

Dados do Inpe apontam ainda  que nos primeiros 9 dias do período proibitivo houve 628 focos de calor, número 35% menor que o mesmo período do ano passado, que registou 974 focos de calor. Gaúcha do Norte (658 km a Leste de Cuiabá) está no topo do ranking, com 53 registros (ou 8,4% do total), seguido por outras 19 cidades. Entre elas Colniza.

Plano de combate

O ‘Plano de combate e prevenção às queimadas 2017’ conta com investimento de R$ 3 milhões na estrutura de prevenção e resposta, o dobro do ano passado e cerca de 7 vezes superior ao que foi empregado em 2014, que totalizou R$ 438 mil. Para as atividades de combate, as equipes contam com cinco viaturas ABTF (Auto Bomba Tanque Florestal); uma ATC (Auto Tanque Combustível); 13 caminhonetes (Secretaria de Estado de Meio Ambiente - Sema e Bombeiros); duas aeronaves de combate a incêndio florestal e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Áreas (Ciopaer).

Período proibitivo

O período proibitivo para as queimadas iniciou no dia 15 de julho e segue até o dia 30 de setembro, podendo ser prorrogado. Nesta época, utilizar fogo para limpeza e manejo nas áreas rurais é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 7,5 mil a R$ 1 mil (pastagem e agricultura) por hectare. Nas áreas urbanas, o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro. As denúncias podem ser feitas na ouvidoria do BEA: 0800 647 7363, no 193 do Corpo de Bombeiros ou diretamente nas Secretarias Municipais de Meio Ambiente.

 

Autor: Alcione dos Anjos, repórter do GD
Data: 27/07/2017
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