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Acusados de Espionagem: Taques fala em chantagem e possível vingança de Zaque

Ao se defender de acusação feita por promotor de que de grampos ilegais contra adversários foram feitos, governador diz que foi alvo de chantagem por Mauro Zaque.


 

Amigos e colegas de trabalho há cerca de 20 anos, desde os tempos em que investigavam juntos o ex-bicheiro João Arcanjo, ainda nos anos 90, o governador Pedro Taques (PSDB) e o promotor de Justiça e ex-secretário de Estado de Segurança Pública na atual gestão Mauro Zaque se encontram agora em lados opostos.

O promotor apresentou na Procuradoria Geral da República (PGR) a denúncia de que o governador teria conhecimento de que grampos ilegais foram realizados contra autoridades políticas e judiciárias, além de empresários, jornalistas e advogados e nada teria feito para apurar o caso.

Marcos Vaillant



Governador apresenta documento que teria tido protocolo falsificado

Por outro lado, o governador se defende dizendo que a denúncia levada ao procurador-geral da República Rodrigo Janot é uma fraude do ex-companheiro de trabalho e ex-membro de seu staff de governo. Segundo Taques, o documento que Zaque argumenta ter protocolado no Palácio Paiaguás, simplesmente não existe e foi falsificado.

Indagado sobre que motivos o promotor teria para fazer esse tipo de coisa, Taques afirma desconhecer, que conversou com o colega há cerca de 30 dias e que estava tudo normal. “Eu não sei qual é o motivo disso, ao menos do protocolo. Quem fez a fraude eu não sei o motivo, mas outros motivos eu sei”, disse, sem explicar que outros motivos seriam esses, durante entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (12).

Diante da possibilidade de haver alguma mágoa por parte do ex-secretário, o governador afirmou que isso não lhe interessa. “Alguém falou em mágoas. Esses motivos não me interessam! O que me interessa, nesse momento, é o meu patrimônio que é a minha honra. Eu não cometi fato ilícito e quem cometeu que se responsabilize! Se tiver grampos, se tiver alguma coisa, quem fez que se responsabilize! Isso vai ter que se provar!”, afirmou.

Chantagens e vingança

Durante sua defesa perante a imprensa, nesta sexta-feira, além de atribuir a Mauro Zaque fraude e falsificação de protocolo, Pedro Taques também citou supostas chantagens que teria sofrido por parte do promotor.

A primeira foi relatada quando questionado se a saída do coronel da Polícia Militar Zaqueu Barbosa do comando geral da corporação, em janeiro do ano passado, se deu após a denúncia de grampos feita pelo então secretário de Segurança Pública. Taques isentou o coronel, afirmando que o conhece há 20 anos, por meio do próprio Mauro Zaque, já que o militar também atuou junto ao Gaeco no passado.

Chico Ferreira



Coronel Zaqueu teria sido pivô de saída de promotor do cargo de secretário de Segurança Pública no governo atual

“Quando o doutor Mauro Zaque entrou na Secretaria de Segurança e o coronel Zaqueu comandante da PM, absolutamente normal. A partir de um determinado momento, aí sim, houve uma rusga entre os dois. Houve essa rusga. Em um determinado momento, o secretário Mauro Zaque chegou pra mim e disse: Você tem que mandar o Zaqueu embora até sexta-feira. Eu disse: Por que vou mandar o Zaqueu embora até sexta-feira? Isso foi no dia 5 de dezembro. Dia 9 eu ia pra Paris, na COP 21”, relatou o governador. “Porque nós não estamos tendo uma boa relação lá dentro, o Zaqueu está fazendo coisa errada”, teria dito Mauro Zaque a Taques.

O governador continuou relatando o teor da conversa em que teria havido a chantagem do promotor. “Eu falei: Ponha no papel a coisa errada e eu quero dizer pra você, Mauro Zaque, que quem é governador sou eu. Você é meu irmão, meu amigo, mas você não pode chantagear o governador. Quem é eleito governador sou eu e quem manda no meu governo sou eu”, teria dito ao companheiro de staff. “Não exonerei o Zaqueu. Mauro Zaque sai do governo do Estado em dezembro”, finalizou o relato do caso.

Interferência em nomeação do MPE

Em um segundo momento da coletiva ocorrida nesta sexta-feira (12), o governador também relatou outro episódio em que teria se sentido chantageado pelo amigo e que poderia ser motivo de vingança por parte do promotor contra Taques. Segundo ele, Mauro Zaque tentou interferir na escolha do atual procurador geral de Justiça do Estado.

“O doutor Paulo Prado, quando foi escolhido por mim pra ser procurador geral de Justiça, eu escolhi no último dia da lista tríplice. Fui criticado por isso. O doutor Mauro Curvo eu escolhi no primeiro dia para superar isso. O doutor Mauro Zaque me ligou dizendo o seguinte: Olha, foi feito um acordo entre o segundo colocado e meu grupo, que tirou o quarto lugar com a colega Ana Luiza Peterlini. E se você, Pedro, puder indicar o José Antônio Borges, que é do nosso grupo. Eu disse: Mauro, eu vou indicar o mais votado”, relatou Taques à imprensa.

“Se você me perguntasse se ele ficou chateado, magoado, eu não posso dizer a você. Agora, uma coisa é certa, o governador não pode aceitar chantagem de quem quer que seja. Quem nomeia sou eu, quem exonera sou eu”, concluiu.

Questionado pelo Gazeta Digital se Mauro Zaque chegou a fazer alguma ameaça naquilo que o governador considerava chantagem, o chefe de Estado afirmou que o promotor apenas ameaçou deixar o governo caso o coronel Zaqueu Barbosa não fosse retirado do comando da PM. “Ele fez isso, falou: Eu vou sair do governo. Não fazer ilícito, em absoluto. Mas falou em sair do governo”.

Chico Ferreira



Após denunciar suposto esquema de 'arapongagem', promotor Mauro Zaque é acusado por governador de fraude

Taques ainda complementou dizendo que aceitou que seu amigo saísse de seu staff porque não admite pressões. “Nenhum secretário de Estado, nenhum deputado, nenhuma pessoa pode chegar pro governador e falar o seguinte: Faça isso ou eu faço isso! Eu não admito isso. É da minha personalidade, da minha construção ideológica, não faço porque quem manda sou eu!”.

Ainda na coletiva de imprensa, ocorrida no Palácio Paiaguás, o governador foi questionado sobre o que teria levado ele e seu amigo de investigações e de governo a romperem a relação de amizade e, agora, passarem a se acusar publicamente de crimes e fraudes.

“O doutor Mauro Zaque, ele me representou pro procurador geral da República, prestou depoimento que eu reputo mentiroso e eu tenho que tomar as providências porque eu não posso proteger os amigos, nem prejudicar os inimigos”, respondeu Pedro Taques.

Desde que veio à tona a denúncia do suposto esquema de "arapongagem" denunciado por Mauro Zaque, o Gazeta Digital o procurou para comentar o caso, mas não obteve sucesso. Informações extraoficiais dão conta de que por ter sido entrevistado pela reportagem do programa de televisão Fantástico, somente irá se manifestar após a veiculação da mesma, prevista para este domingo (14).  

 

Autor: Celly Silva, repórter do GD
Data: 13/05/2017
Noticias da Sessão: Politica
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