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Artigo - Jairo Pitolé Sant’Ana: Aquicultura x pesca

Jairo Pitolé Sant’Ana (*)


 

O jogo é jogado e o peixe, pescado, dizia um ditado de minha infância vivida no interior da Zona Mata mineira, onde ambas as práticas – o jogar, principalmente bola de gude e futebol, e o pescar (lambari e piaba, que nos garantiam a refeição de cada dia) integravam nosso cotidiano.  

 

O tempo andou, muitos rios, córregos, e até mesmo alguns mares, ficaram poluídos aos extremos e a pesca continuou como fonte de abastecimento e ganha-pão de vários povos, ocupando 38 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

No entanto, mesmo com seus 2,92 milhões de barcos e navios motorizados (e 1,68 milhão movidos a remo e vela) navegando por rios, mares e oceanos, está estacionada desde a década de 1990 nas 90 milhões de toneladas anuais.  

 

Enquanto isso, a aquicultura mundial cresce anualmente desde os anos de 1980, quando ultrapassou 10 milhões de toneladas. Duas décadas depois, em 2003, ultrapassaria a marca de 50 milhões de toneladas.

 

Em 2014, suplantou as 100 milhões de toneladas e superou a captura - na verdade, estes números levam em consideração produção de plantas aquáticas. De um total de 195,77 milhões de toneladas, a aquicultura entrou com mais da metade – 101,13 milhões de toneladas, avaliadas em 166 bilhões de dólares.

 

 

É bom lembrar que, excluindo as plantas aquáticas (com 27,3 milhões de toneladas), a produção de peixes, camarões e moluscos no mundo é de 78,8 milhões de toneladas. Portanto, ainda inferior à produção pesqueira de 94,63 milhões de toneladas.

 

A Ásia (China à frente) responde 75% da produção mundial, enquanto a Europa lidera o consumo per capita anual, com 21,76 kg, bem acima dos 12 kg recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

 

O Brasil, embora com uma produção abaixo de 1% da mundial, está bem no ranking americano (sul, norte e centro). É o segundo maior produtor aquícola do continente, perdendo apenas para o Chile, e seus salmões, e ocupa a quinta posição na produção total (manejo e captura), atrás dos EUA, Chile, Peru e México.

 

Mesmo consumindo abaixo do recomendado pela OMS e da média mundial de 18,9 kg, o Brasil está acima da média sul-americana (10,24 kg). Perde para Peru (22,13), Chile (13,17) e Venezuela (12,6), tem consumo superior ao Uruguai (6,5 kg), Argentina (5,67 kg) e Colômbia (6,23 kg).

 

Como o pescado nacional não atende ao consumo interno, o Brasil recorre à importação. Só no primeiro semestre deste ano, foram importadas 202 mil toneladas, no valor de 589,49 milhões de dólares.

 

O déficit da balança comercial brasileira de pescado vem desde 2006. O ápice foi em 2014, com US$ 1,2 bilhão, enquanto em 2015 caiu para US$ 902 milhões.

 

 

Mato Grosso, que no próximo mês sedia a II Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce, é, precedido por Rondônia, o segundo maior produtor piscícola brasileiro, com 60,9 mil toneladas em 2014.

 

Mas estes números podem estar subestimados, segundo alguns piscicultores, alegando que as informações não foram enviadas corretamente ao IBGE. Mais um debate a ser travado. Até que ponto confiar nestas estatísticas?

 

(*) Jornalista em Cuiabá  

 

Autor: Jairo Pitolé Sant'Ana Coxipó - Assessoria de Imprensa
Data: 10/08/2016
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